Amor Fati

Cinema, literatura, filosofia y otras cositas más...

terça-feira, maio 31, 2005

Tantra

Preciso fazer o voto de Bodhisattva .
Urgentemente.
Se alguém souber a seção eleitoral, por favor me avise.
Se a urna for eletrônica fica ainda mais fácil.
Brincadeiras a parte,
não parece má idéia:

"Quando as más circunstâncias são deixadas para trás,
As emoções e crenças obscuras diminuem gradualmente.
Sem distrações, a persistência diante da virtude aumenta naturalmente.
À medida que a consciência se esclarece, surge a certeza no Dharma —
Passar o tempo em solidão
É a prática de um bodhisattva."

Bless You

"All you need in this life is ignorance and confidence; then success is sure."

Mark Twain (1835 - 1910)
US humorist, novelist, short story author, & writer.

Ignoransia

Tive uma idéia brilhante.
Agora estou em busca de patrocinadores.
Vou abrir um fábrica de velas exclusivas.
Para os devotos de Santa Ignorância.
Sim, pois para aqueles que não sabem,
essa é uma das Santas mais cultuadas do país.
Pensei até em uma oração
"Creio na Santa Ignorância,
nela eu acredito,
quanto a mim,
não me dou conta.
Guiai-me nesse caminho,
e que os outros não percebam que nele estou.
Amém."

Follow the white rabbit

Me pergunto se os irmãos Wachowski não se inspiraram em Louis Carroll.
Mas a pergunta principal, é o que é melhor.
A realidade ou o imaginário?
A pílula vermelha ou a azul?
O conhecimento ou a ingnorância?
Sou abertamente partidária da teoria de que a felicidade está na ignorância não sabida.
Aquilo que se desconhece totalmente.
O real ou o imaginário?
Realidade ou ficção?

Em A Rosa Púrpura do Cairo,
deveria Cecilia ficar com Tom Baxter ou com Gil Shepherd?
Difícil responder.
Matrix é filosofia,

por mais ficção científica que aparente.
De acordo com o filme,
foi o mundo posto diante de nosso olhos para cegar-nos da verdade.
Não seria melhor assim?
Dizem serem os Wachowski budistas.
Paradoxalmente, o filme é quase bíblico.
É uma miscelânea religiosa.
Mas a religião não é isso?
Uma forma de cegar-nos?
Estou louca para ler os ensaios.
Bem Vindo ao Deserto Real.
Mas again, o que é real?

Livre, leve, solto

Acho que vou rever meus conceitos.
Vou começar a ler "Caras".
Saber como anda a vida amorosa/sentimental do Chico Buarque.
Será que ele ainda está solteiro?
Será que eu tenho chances?
Do meu carro, ele não sai...

segunda-feira, maio 30, 2005

Minha filosofia

El cine ayuda a soñar. La televisión a dormir.

Jaume Perich

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes

Sobre Humildade:

(...)
Não confundamos humildade e consciência pesada, humildade e remorso, humildade e vergonha.
Trata-se de julgar não o que se fez, mas o que se é. E somos tão pouco…
Haverá mesmo o que julgar?
O remorso, a consciência pesada ou a vergonha supõem que poderíamos ter agido de outro modo, e melhor.
A humildade constataria, antes, que não poderíamos ser melhores.
(...)
O remorso é um erro (porque supõe o livre-arbítrio: os estóicos e Spinoza recusam-no por isso) antes de ser uma falta.
A humildade, um saber antes de ser uma virtude.
Triste saber?
Se quisermos.
Porém mais útil ao homem do que uma alegre ignorância.
Mais vale se depreciar do que se enganar.

***De André Comte-SponvilleEd. Martins Fontes, São Paulo, 1999Tradução de Eduardo Brandão

Negócio da China

Sun Zhou talvez pudesse ser definido como um David Lynch oriental.
"Zhou Yu De Hou Che" (O Trem De Zhou Yu, drama, 2002) causou alvoroço em seu país natal em função das "ousadas" cenas de sexo.
A estrutura é não-linear - o que agrada a crítica - mas faz com que tenhamos que manter os olhos bem abertos. Qualuquer piscadela nos faz perder o enredo.
O filme é lindo do início ao fim.
Seja láaonde forem esses.

Adorei a descrição (in English) do roteiro, feita por taipansmith@lycos.com - eu seria incapaz de fazer melhor:

Zhou Yu, a ceramic artisan in China's rural Northwest, has a deep rapport with Chen Qing, a shy sensitive poet. Taking a long train ride every weekend just to make mad passionate love with him, her longing seems insatiable. Until one day, she meets the hedonistic vet Zhang Qiang and begins a torrid affair, which takes her to another train station, and another level of lust.
Driven by the locomotive of love and desire, she hustles through a dark tunnel of no return.

Recomendo.

domingo, maio 29, 2005

R.I.P.

"Não é que eu tenha medo da morte. Eu apenas não quero estar lá quando isso acontecer."

(Woody Allen)

Amor sublime amor

Histórias de amor são sempre lindas.
Geralmente envolvem sacrifícios.
Na maior parte delas há sofrimento também.
Mas isso não as faz menos belas.
Pelo contrário. As fortalece.
Yimou Zhang soube fazer um filme belíssimo.
"Wo de fu qin mu qin" - na verdade "Meu pai e minha mãe",
o que tornou-se "O Caminho para Casa" (1999).
É sim, uma história de amor.
Entre um pai e uma mãe.
Um pelo outro.
Até que a morte os separou.
E mais uma vez a prova é clara,
de que apesar da mudança dos tempos,
algumas tradições devem ser mantidas
e alguns desejos devem ser respeitados.
Para a paz de todos.

Guilty

Me peguei pensando em qual o pior sentimento que se pode ter.
Minha conclusão: culpa.
Ela nos consome.
Faz doer a alma.
Orgulho ferido é uma coisa horrorosa.
Sentimento de abuso e flechada na auto-estima.
Ódio nos faz adoecer, a raiva é colérica.
Nada disso é bom.
Mas nada se compara à culpa.
A culpa nos diminui.
Faz com que tenhamos uma idéia fixa.
É difícil desviar a atenção,
pensar em outra coisa,
ou simplesmente não pensar.
Mas o juri já decidiu.
Condenou o réu.
Agora só cabe o cumprimento da pena.
E torcer pela ressocialização.

sexta-feira, maio 27, 2005

Sabedoria Impopular

"Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade."

(Bertrand Russel)

To die, alone, in the rain

And the Oscar goes to Penélope Cruz.
Atuação fantástica.
Quem conseguiu se segurar até o fim do filme tem seus méritos também.
Estou falando de "Não se Mova" (Non ti Muovere, 2004).
Diante de tamanha comoção, não há como se mover mesmo.
A trilha sonora é lastimável.
Terrivelmente lamentável.
Nem tudo é perfeito.
Aliás, o filme faz questão de mostrar o quão imperfeitas as coisas podem ser.
Que a felicidade muitas vezes pode estar justamente na imperfeição.
Definir o cenceito de perfeito e imperfeito é um verdadeiro desafio.
Mas no contexto tudo se percebe.
O quanto o aparentemente bom inviabiliza o suposto ótimo.
E o quão subjetivo isso pode ser.

Preciso respirar.
E tão cedo,
não vou me mover.

Better and Better

Acredito sinceramente que certas coisas são como vinhos,
melhoram com o tempo.
Meu diretor favorito é uma delas.
Já tinha até escrito um texto,
sobre como traillers sem data de estréia prevista
poderiam ser utilizados como objetos de tortura.
Mas não.
Melinda e Melinda estreiou rapidinho.
Conforme o script.
E não decepcionou.
Muito antes pelo contrário.
Surpreendeu.
Está cada vez melhor.
Sabe, eu tenho um sonho,
daqueles bem clichês,
de olhar no fundo dos olhos
e dizer uma frase bem breginha,
estilo "obrigado por você existir".
Se Woody Allen me desse essa chance,
eu não hesitaria.

quinta-feira, maio 26, 2005

Insights

"Nos campos da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas."

(Louis Pasteur)

Agora sim.

Sei não

"Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los."

(Isaac Asimov)

Será?

knowledge

Todo conhecimento advém de experiências da vida.
Sentidas na pele.
Não há livro que conte.
Eu sei que isso não é original.
É até escola filosófica.
Os Empíricos.
os rapazes estão certos em alguns pontos.
Tem coisas que são só na experimentação mesmo.
Na prática.
Que a teoria não serve para nada.
Absolutamente nada.

Alá meu bom Alá

O título original é "Monsieur Ibraihm et les Fleurs du Coran".
Monsieur Ibraihm é ninguém menos do que o eterno Doutor Jivago, Omar Sharif.
O título em português tornou-se "Uma Amizade sem Fronteiras."
Prefiro a poesia do original.
Mas a versão nacional captou bem o espírito do filme.

Apesar do cenario aparentemente marroquino, o palco é Paris.
Dois personagens quase antagônicos - um jovem judeu e um experiente mulçumano - iniciam uma amizade.
Sem cruéis inteções.
Amizade pura e simples.
Que rompe fronteiras e barreiras.
Literalmente.
Isso existe sim.
É raro, mas existe.

As Flores do Corão
O Corão é um imenso tratado moral e ético que serve para orientar o crente a encontrar o bom caminho, tentando fazer com que os homens reprimam os seus instintos piores, que resistam à maldade e à perversão, encontrando consolo e apoio nas palavras enviadas do além diretamente por Alá.

"Aquele que fizer um bem, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á; e aquele que fizer um mal, quer seja do peso de um átomo, vê-lo-á"
(99ª Surata, versículos, 7 e 8).
Está lá.

quarta-feira, maio 25, 2005

Acontece

É Chico Burarque:

"Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock
Para as matinês

Agora eu era o rei

Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim , me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem era nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar"
O que é que a vida vai fazer de mim "

terça-feira, maio 24, 2005

I hope so

"A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas."

(Horácio)

Anti-Olimpo

Os gregos que me perdôem,
mas acho todo e qualquer tipo de esporte patético e sem sentido.
Minha opinião.
Burka comprada,
que venham as pedras.
Correr é coisa de cavalo,
atrás de uma bola, de cachorro.
Quem nada é tartaruga,
e enfiar em buraco é coisa de siri.
É tudo muito anti-natural.
Cada um com seus hobbies, claro.
Prefiro música, letra e dança.
Respeito os outros.
Não entendo a paixão - isso não.
Mas respeito.
Ou pelo menos tento respeitar.
Se a proposta é unicamente maquiavélica,
respeito mais ainda.
Musas renascentistas não fazem o menor sucesso hoje em dia.
Infelizmente.

Torre de Babel

Ganhei em comodato um livro aparentemente bárbaro.
Digo aparentemente se não fosse um porém:
a maldita tradução.
Tenho horror a traduções.
Woody Allen por Woody Allen.
Não há como traduzi-lo sendo estritamente fiel à proposta.
Que em geral é insuperável.
O livro em si é excelente.
Perdoem-me pela boçalidade,
mas toda tradução é patética.
As frases, geniais no original, tornam-se frívolas.
É claro que é possível perceber o original fazendo uma tradução a contrario senso.
Mas isso é muitas vezes ainda mais frustrante.
Pois fica evidenciado que o que foi dito não é aquilo que está ali impresso como pseudotraduzido.
É por essas e outras razões que - dentro do possível - evito legendas.
Posso não compreender tudo.
Mas capto o essencial.
E melhor,
com toda a sua originalidade.

Japa Girl

Por essa eu não esperava.
Confesso que procurei o nome de Tarantino nos créditos de Zaitochi (ação, 2003).
Não encontrei.
Banhos de Sangue.
O sapateado irlandês/nipônico também fico além da minha compreensão.
Aliás, acho que entendi muito pouco.
Devo estar emburrecendo.
É melhor começar a caprichar no visual...

segunda-feira, maio 23, 2005

O X da Questão

Cinema francês tem lá suas peculiaridades.
Mas "Nathalie..." (drama, 2003) foi demais para a minha pessoa.
Pasmem.
No elenco, Fanny Ardant, Emmanuelle Beárt e Gérard Depardieu.
Não me atreveria a dizer que o filme é ruim.
Mas uma coisa é certa: o choque cultural (seja ele autêntico ou proposto), é evidente.
A pergunta que não quer calar, entretanto, é por que na tradução tupiniquim do título original, as reticências viraram "x".
Vai saber.
De repente eu não fui a única a ficar chocada.

The Sound of Silence

Todos já devem ter passado por isso.
Aquela sensação desconfortável gerada pelo silêncio absoluto.
Alguns, para fugir de tal desconforto,
empenham-se no que eu chamo de "verborragia desmedida".
Simplesmente falam sem parar.
Para evitar o vazio, creio eu.
O paradoxo é que o conforto está no silêncio.
Naquele tranquilo, que nem é notado.
No qual as palavras são absolutamente dispensáveis.
Não precisar de verbetes.
Comunicar-se pelo silêncio.
Isso sim, vale mais que mil palavras.

Esquizo

De perto ninguém é normal,
já dizia Caetano Velozo.
O interessante é quando e onde deixar isso bem claro.
Para a maioria somos Dr. Jeckyll,
mas sempre tem uma minoria...

domingo, maio 22, 2005

Champagne

"Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário."

(Napoleão Bonaparte)

sexta-feira, maio 20, 2005

Mermaids

Uma vida não vale a pena ser só vivida,
é preciso também ser sonhada.
Tim Burton sabe disso.
Big Fish é um filme maravilhoso.
Aonde termina a imaginação
e começa a realidade
não tem a menor importância.
O que é ficção e o que não é, muito menos.
Nem tudo na vida precisa fazer sentido.
Aliás, as coisas mais encantadoras,
são aquelas que a gente não compreende.
Muitas vezes, a imaginação encanta mais que a realidade.
E como a vida é curta mesmo,
para ser feliz,
tá valendo tudo.


* Diretamente do filme:
Senior Ed Bloom: Most men, they'll tell you a story straight true. It won't be complicated, but it won't be interesting either.

quinta-feira, maio 19, 2005

Anodorhynchus hyacinthinus

Símbolo da fidelidade.
É a tal da arara-azul.
Dizem os estudos científicos que são fiéis a seus pares,
e que na perda do macho ou da fêmea,
o outro par fica sozinho,
não se compondo novamente com outro "indivíduo".
Só tem no Pantanal.
E pobre do bicho,
tá beirando a extinção.

quarta-feira, maio 18, 2005

Laconiano

“E o ser do homem, não somente não pode ser compreendido sem a loucura, como não seria o ser do homem, se não trouxesse em si a loucura, como o limite de sua liberdade”.

(Jacques Lacan: Propos sur la causalité Psychique, in “Écrits”, Paris, Seuil, 66, p. 176).

Miss Hyde

O Ego é pressionado pelos desejos insaciáveis do Id,
a severidade repressiva do Superego
e os perigos do mundo exterior.
Se submete-se ao Id,
torna-se imoral e destrutivo;
se submete-se ao Superego,
enlouquece de desespero,
pois viverá numa insatisfação insuportável;
se não se submeter á realidade do mundo,
será destruído por ele.
Por esse motivo,
a forma fundamental da existência para o Ego é a angústia existencial.
Estamos divididos entre o principio do prazer (que não conhece limites)
e o principio de realidade (que nos impõe limites externos e internos).
Tem a dupla função de, ao mesmo tempo,
recalcar o Id, satisfazendo o Superego,
e satisfazer o Id, limitando o poderio do Superego.

Viu só que perigo?

terça-feira, maio 17, 2005

Crônica de uma Morte Anunciada

Tem coisas na vida cujo fim é previsível.
Talvez seu decorrer alongue-se mais do que se supõe.
E para isso as razões podem ser inúmeras.
Mas o fim é certo.
Eu fico me perguntando -
e na verdade, Toquinho veio antes de mim -
"se foi pra desfazer, porque é que fez?"
Se é para terminar, por que começar?
But then again.
Nessa linha de raciocínio.
Se é para morrer, para que nascer?
Carpe diem enquanto dure.
Mesmo sabendo que o fim está lá,
na espreita.
Só esperando.
Se é que já não chegou.

Kan ghu ru

Não existe nada mais chato do que dar explicações.
Explicar uma piada faz com que ela perca a graça.
Explicar um raciocínio, gera um sentimento de retorno ao Jardim de Infância.
Explicar nossa vida, faz com que ela pareça frívola e estéril.
Explicar nosso atos, faz-nos perder a liberdade.

Não entendeu o título?
Eu explico.
Quando os conquistadores ingleses chegaram à Australia, viram diferentes animais saltitantes e perguntaram aos nativos (em inglês) o nome de tais bichos.
A reposta?
Kan ghu ru - em aborígene - "não te entendo"

É, faz parte.

képela

Não, não voltei americanizada.
Pollack tem seus méritos.
Conseguiu uma proeza até então inédita.
Sim, UN itself.
Sean Penn é sempre bem-veindo.
E o roteirista caprichou, vale até reprodução:

"The gunfire around us makes it hard to hear.
But the human voice isdifferent from other sounds.
It can be heard over noises that bury everything else.
Even when is not shouting.
Even if it's just a whisper.
Even the lowest whisper can be heard - over armies - when it's telling the truth."

Bonito, não?

Le Goût des autres

Gosto de gostar das pessoas como elas são.
Acho bonito isso.
Conhecendo os defeitos,
sabendo das limitações,
mas gostando mesmo assim.
Tendo amor pela essência,
por aquilo que elas carregam dentro de si.
Não da carapaça exterior,
da armadura feita pro mundo,
da embalagem pra presente.
Sem aquela coisa de maquiagem.
Os homens têm razão nesse ponto.
De cara lavada, é bem melhor...

Físca Básica

Uma vida sem causa é uma vida sem efeito.

(Barbarella)

segunda-feira, maio 16, 2005

Parole, Parole, Parole

Ah palavras.
Encantam, não?
Desencantam também.
Mas palavras são só palavras.
Não sei se atos falam mais alto.
Não saberia avaliar.
Palavras importam, e muito.
Excepcionalmente quando sinceras.
Atos marcam.
Mas palavras também.
Têm umas que levamos para o resto da vida.
Mesmo que quem as tenha dito já as tenha esquecido.
Elas estão lá.
Guardadas na memória.
E de lá não sairão.
Talvez, só com outras palavras...

quinta-feira, maio 12, 2005

Adorável

Queria ter um marido e um amante.
Só para poder me vingar deles.
Que nem Anette Benning.
Grande Júlia.

Ombusdsman

O ser humano inventou a linguagem para satisfazer a sua profunda necessidade de se queixar.

(Lily Tomlin)

La Vie en Rose

Acho que só Steve Tyler me entende.
Ou melhor, os Aeromiths.
Pink is my obsession as well.
My favorite crayon.
Tenho uma verdadeira fixação.
Não sei explicar bem porquê.
Vai ver em alguma outra encaranção

eu fui a Penélope Charmosa
ou a Pantera cor-de- rosa.
Não sei.
Mas na dúvida, vá de pink.
Não tem como errar.
Pelo menos comigo.

quarta-feira, maio 11, 2005

Entre maple syrup e poutines

Se você ainda não viu "As Invasões Bárbaras" (Les Invasion Barbare, 2003), vá correndo a locadora e assita já.
Professor Rémy sabe das coisas.
Amou mulheres, amou lugares, amou momentos e soube apreciar as delícias de la cuisine.
O filme é uma psedu-quase continuação de "O Declínio do Império Americano" (Le Déclin de l'empire américain, 1986) - quase 20 anos depois.
O tema, aparentemente é pesado - o tratamento de saúde de uma pessoa (o próprio Rèmy) em estágio terminal e o reencontro com seus amigos intelectuais - os mesmos aqueles - de 20 anos atrás.
O filme é revolucionário nas idéias. Nunca tinha visto o Papa (o ex - que Deus o tenha) ser chamado de "um polonês sinistro" e a Madre Tereza de Calcutá ser denominada "albanesa viscosa".
Sim, Rèmy é ateu. E um radical.
Como todos aqueles que pensam por si só.
As memórias do grupo são fantásticas.
Fazem com que a gente pense o quanto na vida ainda há pela frente e o pouco que se fez.
OU o muito que eles fizeram.
O quanto de conhecimento existe espalhado por aí,
e o quase-nada que se sabe.
Sou fã incondicional de Cinema quebequais.
Já vi coisas ótimas.
Pena que quase nunca chega nada aqui.
Queria ver um outro, chamado "La Grande séduction"
Na locadora já me disseram que o filme não existe.
Acham que eu sou maluca.
Existe sim.
Os tupiniquins é que não sabem buscar um bom filme.
Garanto que todos do Adam Sandler estão lá.
Para qualquer babaca ver.

Jardim das Acácias

(A versão original da frase é em japonês, mas é mais ou menos isso)

"Em dias assim, sempre há o arco-íris"
Mas que dias?
E aonde?

Capisce?

"O todo sem a parte não é o todo;
A parte sem o todo não é parte;
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga que é parte, sendo o todo."


(Gregório de Matos)

terça-feira, maio 10, 2005

Wandafuru Raifu

Acabei de me lembrar de um filme que acho que só eu vi.
Depois da Vida (Japão, 1998).

O enredo é criativo - a descrição não é minha:
"O cenário é uma espécie de terra de ninguém, povoada por uma reduzida equipe do que se pode chamar de diligentes funcionários - a serviço de quem, não se sabe - encarregados de receber um grupo de que acabam de morrer. Guardiães desta fronteira final, estes delicados monitores informam aos recém-chegados que eles acabam de falecer e que têm três dias para escolher a lembrança mais feliz de suas vidas - futura base de um filme que substituirá suas memórias por toda a eternidade."

Mas a pergunta final fica, e essa eu nunca esqueci:
qual lembrança vale toda a eternidade?

Difícil, hein?

Procura-se Shiva desesperadamente

Quero muito ir a Índia.
Mas o festival de Bombai já me serve no momento.
O problema é que ninguém conhece Bollywood.
Talvez o jornal ajude.
Convites são aceitos.
Mas sem segundas intenções, por favor.
Essas cansam em demasia.
E são sempre infrutíferas.
Isso eu garanto.

Kurosawa San

Preciso de uma impressora bem potente.
Daquelas a jato de tinta e tal.
Quero imprimir as cenas de "Dreams"
e fazer pôsters pro meu quarto.

Bizancices

Cogitei ir a Istambul.
Desde os 15 anos sonho em conhecer a Basílica de Santa Sofia.
Meu medo é ser trocada por camelos.
Pior. Por poucos.
Se fosse ainda uma grosa, vá lá.
Mas já imaginou meia-dúzia?
Não há auto-estima que resista.
Nem de burka.

Starry Night

Van Gogh morreu sem vender um quadro em vida.
E ainda morreu sem uma orelha, coitado.
Sua carreira artística foi curta.
Menos de dez anos de duração,
dois deles, acometido de esquizofrenia.
Quando "louco", VAN GOGH afirmava
"traduzir em cores as terríveis paixões humanas".
Viu o que a incompreensão faz com as pessoas?
E isso que ele era genial.
Imagina nós, pobres mortais.

segunda-feira, maio 09, 2005

Pick One

"Há duas maneiras de viver a vida:
Uma, é como se nada fosse milagre.
A outra, com se tudo fosse milagre."

(Albert Einstein )

ładny, ładny, ładny

Lindo, Lindo, Lindo
"Julia wraca do domu" - em polonês.
"Voltando para casa" - em português.
Quase me deixei enganar pela aparência too heavy do filme em um primeiro momento - pelo suposto enredo melodramático (casamento falling apart, filho com câncer, blá, blá blá), mas sei lá por que razões, acabei vendo o filme mesmo assim.
E não me arrependo.
O tema principal, na verdade, é a fé.
Seja ela no que for.
É um mix de religiões e crenças...
... ou como diz a sinopse, " aborda temas polêmicos como fé, misticismo e milagres."
Não sei definir se o final é feliz ou não.
Partindo da história inicial, o caminho não tem como ser muito fácil.
Mas é lindo. Isso é.
Mais uma da sinopse:
"A cineasta, de origem judia e vítima de muito preconceito em seu país natal (Polônia), imprime a complexidade que o tema requer sem nunca cair no banal.
Filmes com temas místicos e religiosos sempre geram interesse, e este se destaca graças a uma abordagem sensível e respeitosa."
É, no final das contas,
talvez tudo faça sentido mesmo...

domingo, maio 08, 2005

Hace Calor

E Espanha marca.
E eu sou fã de peliculas espanholas.
Também sou fã de musicais.
E choro de rir com "Los Rodríguez".
O que há de comum em tudo isso?
"El Otro Lado de la Cama".
Musical atualíssimo, engraçadíssimo e divertidíssimo.
E quantos mais superlativos forem possíveis.
O enredo é bárbaro.
Os personagens, cômicos.
Para a alegria masculina, Paz Vega está lá.
Cheia de chrame, como de costume.
Natalia Verbeke também.
Mas o mulherio não tem do que reclamar.
A história compensa qualquer tío no muy guapo.
Do clichê machão ao infiel contumaz.
Do romântico incurável ao come-quieto.
E quem não gostar, pode reclamar diretamente.
Por esse, eu me responsabilizo.

sábado, maio 07, 2005

Wonderland

"If I had a world, everything would be nonsense.
Nothing would be what it is,
because everyhitng would be what is isn't.
And contrariwise,
what is is, it wouldn't be.
And what it wouldn't be, it would.
You see?"

Alice

Le Bagagge

Cheguei a conclusão de que os franceses adoram malas.
Na verdade eles têm uma fixação por elas.
Não me refiro a valises e frasqueiras.
Falo daquelas pessoas chatas e incovenientes.
Talvez eles tenham que conviver muito com isso.
OU de repente é apenas Francis Veber.
Mas Gerard Depardieu está imperdível como um malamor no filme "Tais-Toi!",
no qual Jean Reno também é protagonista.
Jacques Villeret é o mala atração principal em outra produção franco-mala - "Le Dinê de Cons."
E esse extrapola toda e qualquer maletice aceitável.
E Daniel Auteuil é le mala-pseudo-gay em "Le Placard".
Malas são malas aqui ou na França.
Mas lá viram filmes.
E esses, eu recomendo.

Filosofia de botequim

"O primeiro chope é bom para a saúde;
o segundo é bom para o prazer;
o terceiro é bom para a vergonha
e o quarto é bom para a loucura. "

(Anasarca)

sexta-feira, maio 06, 2005

Força!!!

"O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo"

(Clarice Lispector)

moody

Acordei de mau humor.
E a culpa é das pessoas felizes.
Elas deveriam ser todas presas.
São uma ameaça à sociedade.
Fazem com que a gente se sinta na obrigação de se sentir feliz também.
Mesmo quando é impossível.
Nem o tempo tá ajudando.
Não tem nem sol para olhar.
Só um céu cinza, insoso.
Assim não dá pra ser feliz.
Não dá mesmo.

Regurgitofagia

Peço permissão para fazer tudo errado.
Cansei de ser certinha.

De tentar fazer o bem,
o que me parece mais correto e sensato.
A partir de agora está decretado.
Só faço o que eu não faria.
O que não seria por mim aprovado.
O que eu não assinaria em baixo.
Pronto.
Não esperem o esperado.
Tentemos algo diferente.
E vejamos os resultados.

Maquiavélico

"O demônio pode citar as Escrituras para justificar seus fins."

(Shakespeare)

quinta-feira, maio 05, 2005

Ui!

"Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima.
Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial pra seguir seus desejos, suas ações nunca são corretas..."

(Lao-Tse)

Esperando Godot

Ah, o amanhã.
Tudo vai ficar bem amanhã, né?
Afinal de contas, é um novo dia.
Dia bom para recomeçar a dieta.
Excelente dia para voltar para academia.
Amanhã eu vou fazer todo o trabalho que eu tenho pendente.
E também vou voltar aos estudos.
Mas isso só amanhã.
Hoje não foi um dia bom o suficiente.
Amanhã vai ser melhor.
Amanhã tem cara de novo.
De vida nova.
Hoje faltaram forças.
A dieta saudável foi pro espaço para dar lugar à macarronada e chocolate.
O trabalho ficou faltando um tantinho.
Os estudos não renderam.
Ah ginástica, então, exigia muita força de vontade.
Mas amanhã vai ser diferente.
Sempre é.
Até o amanhã virar hoje.
E começar tudo de novo.

quarta-feira, maio 04, 2005

Lucy in the Sky with Diamonds

Frasesinha interessante a que eu ouvi ontem:
"Em se tratando de alucinógenos, a relação custo-benefício é sempre válida."
Pois vos digo, eu concordo.
Por favor, não encarem isso como qualquer tipo de apologia ao uso de drogas.
Longe de mim.
Meu alucinógeno é outro - cinema (bem se vê).
Mas cada tem o seu, não?
Sua forma de fugir da realidade,
de tirar férias de si mesmo,
de pensar em tudo e em coisa alguma,
de se esquecer de quem se é,
ou de quem são os outros,
de devanear,
de perder-se ou de encontrar-se.
Pois bem,
com licença,
eu vos deixo
pois meu vício me chama.

HOLLYWOOD

Imagine um roteiro escrito por Charlie Kaufman.
Com direção de Bernardo Bertolucci.
Produzido pelo Woody Allen.
Estrelando Julia Stiles e Ethan Hawke.
Com trilha sonora do New Order.
Imaginou?
Ótimo.

Provérbio

"Me ame quando eu menos merecer,
pois é quando eu mais preciso."

Bevoir às avessas

Me acusam de machista.
Talvez minhas teorias não sejam as mais feministas de todas.
Mas há certas coisas que simplesmente não se têm como abrir mão.
Por exemplo:
Sou incapaz de respeitar um homem que seja mais vaidoso do que eu.
Que demore mais tempo que moi se arrumando ou se olhando no espelho.
É simplesmente impossível.
Também não consigo tolerar frescuras além das minhas próprias.
Sejam elas de que tipo forem.
Mas principalmente alimentares.
Coca-light? Peito de frango?
Tudo bem que aquela coisa açaí na tigela, geração saúde,
isso é completamente diferente.
Mas aquela coisa de "carne vermelha não", "fat free"
Como assim?
Ah, me desculpem, mas homem de verdade,
aquele com H maísculo,
come costela gorda e bebe cerveja.
Não se preocupa com a cor das meias,
se a camisa é fashion,
se a calça tá na moda.
Homem mesmo - pelo menos pra mim - é aquele quase-clichê.
Que gosta de futebol e de revista de mulher pelada,
que não é metro, nem deca, nem nanosexual.
É homem. Ponto.
E quem me conhece, sabe disso.

terça-feira, maio 03, 2005

All I ask of you

Em um certo dia, em uma certa ocasião, uma certa amiga me fez uma certa declaração.
O dia era o primeiríssimo jour de estréia do filme "O Fantasma da Ópera",
a ocasião, como não podia deixar de ser, eram ambas sentadas na sala de projeção,
a certa amiga é uma pessoa especialíssima,
mas o que vem ao caso aqui, efetivamente, é a tal declaração.
"- Gostaria que um homem me amasse assim".
A amada em questão, não há a manor dúvida, trata-se da nossa digníssima Chistine Daée.
Agora, quanto ao amante, confesso que pergunto até hoje se minha amiga se referia ao Fantasma ou ao Raul.
Eu não sei se faria a mesma escolha, sinceramente. Mas Christine deve ter lá as suas razões.
Também não sei ao que minha amiga estava se referindo -
se ao amor romântico, juvenil e puro entre Christine e Raul,
ou se ao furacão de paixão que a entrelaçava com o Fantasma.
...
Não pretendo entrar em pormenores em relação ao filme.
A crítica foi mordaz, mas só aqueles devotos incondicionais dessa história de amor e loucura puderam apreciá-lo comme il faut.
Sempre amei o musical.
Para mim o filme foi absolutamente perfeito.
Pouco me importa o que digam os críticos.
...
Mas o questinamento permanece.
Como gostaria ela de ser amada?
Louca e ardentemente, beirando as raias da loucura, nas linhas da insensatez?
Ou de uma forma pura, sutil, doce, meiga, romântica?
Acho que devo perguntar a ela.
Pois eu mesma, não saberia responder.

segunda-feira, maio 02, 2005

De rien

Tem certas coisas que me irritam profundamente.
Uma delas é o "muito obrigado"
Eu não estou me referindo à expressão automática da boa educação.
Me refiro à frase-chavão que as pessoas se sentem obrigadas a repetir quando fazemos alguma coisa por elas.
Se não me engano foi Nietzche quem disse que ninguém faz nada por ninguém.
Que as pessoas buscam, na verdade, apenas um bem-estar pessoal.
Também estou com preguiça de fazer uma pesquisa para ver se foi ele mesmo quem disse isso e se a frase é exatamente assim.
Mas a idéia é essa.
Quando fazemos algo por alguém, é porque queremos.
Por que algo dentro de nós nos levou a tanto.
Por que amamos alguém o suficiente para realizar ações que não se tornam sacrifícios.
Por mais que aparentem ser.
O "muito obrigado" tira o brilho da ação.
Transforma uma liberalidade em uma aparente obrigação.
Faz com que nos sintamos apenas cortezes.
Eu sou educada. Mas minhas atitudes não se pautam por isso.
Também não ajo sempre com a consciência.
O coração tem vez, vez que outra.
Por favor, não me agradeçam.
É só o que eu peço.
A não ser que eu lhes segure a porta do elevador.

Mondo Bizarro

O filme, em português, se chama "Estranhas Ligações".
É uma tentativa tupiniquim de dar alguma explicação e ao mesmo tempo amenizar o choque inicial que o título original poderia provocar.
"Carnages" - Carnificina, em francês.
A produção é franco/belga/espano/suíça.
Para os mais iniciados, poderia-se dizer que o filme tem claras influências espanholas de Almodóvar, Buñuel e Medem.
Mas isso não vem ao caso.
A película é totalmente sem fronteiras.
Passa da Espanha para a França, da França para a Bélgica, tudo em frações de segundos.
E arbitrariamente.
As línguas mudam o tempo todo também.
Como uma babel coordenada.
A trilha sonora, contudo, é brasileiríssima - Chico e Vinícius.
Valsinha.
Em três versões diferentes.
Primeiro cantada por Chico Buarque, depois Antonio Chainho e por fim, Ney Matogrosso.
É uma carnificina metafísica embalada por um poema estilizado.
Um nonsense quase total.
Mas nem tudo na vida precisa fazer sentifdo para ser bom.
David Lynch que o diga.

domingo, maio 01, 2005

Le Poulet

O email tá rodando na rede desde que Bill Gates inventou o Windows, mas eu tenho que admitir - seja lá quem escreveu isso, é simplesmente um gênio:

Por que o frango atravessou a estrada (de acordo com várias personalidades)

Platão: porque buscava alcançar o bem.

Freud: a preocupação com o fato de o frango ter cruzado a estrada é um sintoma de insegurança sexual.

Aristóteles: é da natureza dos frangos cruzar a estrada.

Marx: o atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe social de frangos, capazes de cruzar a estrada.

Einstein: se o frango cruzou a estrada ou a estrada se moveu sob o frango, depende do ponto de vista.

Darwin: ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a cruzar estradas.

Sartre: trata-se de mera fatalidade. A existência do frango está em sua liberdade de cruzar a estrada.

Nietzsche: ele deseja superar a sua condição de frango, para tornar-se um superfrango.

Kant: o frango seguiu apenas o imperativo categórico próprio dos frangos. É uma questão de razão prática.

Schopenhauer: no ato de atravessar, está fugindo de si mesmo numa tentativa de aliviar o tédio e sofrimento que é estar vivo neste mundo sem sentido.

Martin Luther King: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos.

Hemingway: to die, alone, in the rain.
 
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